Educação sexual para a geração Z: quem chega primeiro?

Ou você:

  1. Não sabe nada (inocente?) ou
  2. Pensa que sabe ou
  3. Sabe que não sabe – e quer saber ou
  4. Sabe mesmo, ao menos muita coisa importante a respeito desse assunto aqui – e neste caso, por favor comente aí e contribua com esta discussão. Pode apostar que vai ajudar muita gente! ; )

Então vamos lá para a próxima rodada de nosso quizz:

Como sua/seu filha/o está aprendendo sobre sexo e o que gira em torno disso?

  • Não tenho filhos ou eles tem menos de 3 anos (ufa!) – mas tenho sobrinhos, alunos, filhos de amigos que estimo… vou seguir lendo…
  • Minha/meu filha/o tem mais de 3 anos, mas creio que ainda nem despertou para o assunto – e ainda vai demorar um pouco.
  • Elx ainda não tem ciência de nada disso – no máximo uma pergunta aqui ou outra ali de como um bebê vai parar na barriga da mamãe. Pause… respire. E responda para você mesmx:
    1. você põe sua mão no fogo que elx só faz estas perguntas dentro de sua própria casa ou na escola?
    2. tem consciência plena de como este tema é tratado na escola?
  • Respondo apenas o que elx me pergunta, sem nem jamais incitar o tema.
  • Sempre busquei dar uma sondada de leve, mas com um certo receio de antecipar um assunto que talvez não faça sentido ser antecipado. Então aproveito de seu próprio “conhecimento” e vou orientando-x baseadx nestes fatos/dados/curiosidades apenas.
  • Prefiro não abordar o assunto, acredito que é papel da escola prepará-los ao menos para o básico.
  • Sexo e todo o entorno sempre foi um assunto tratado com a maior naturalidade dentro de casa, então não há segredos, elx tem ciência de tudo o que precisa ter para a idade delx e qualquer novo fato que elx seja impactadx sempre é rapidamente trazido para discussões dentro de casa. Simples assim.
  • Nenhuma das anteriores – então conta aí, vai…

 

Alguns (poucos, entre tantos) fatos sobre a relação do sexo e as crianças

Governos de países que costumam estar na vanguarda para muitos assuntos de interesse mundial, em especial interesses humanitários, já entendem a complexidade desse novo mundo e o impacto de tudo isso nas crianças e adolescentes:

  • A Alemanha tentou em 2016 modernizar o curriculum a respeito da educação sexual nas escolas, buscando trazer temas mais atuais para discussão, porém houve diversos protestos no país. Mas de qualquer forma, já é um ótimo sinal!

 

  • Outro exemplo mais recente é a Inglaterra, a qual bateram o martelo em março deste ano que a partir de 2019 todas as escolas britânicas passarão a educar suas crianças no tema a partir dos 4 anos, começando com assuntos que dizem respeito a relacionamentos (o nome da matéria original será “relationships education”) e evoluindo gradativamente a matéria para relacionamentos e educação sexual (relationships and sex education).

Estes são apenas alguns exemplos de países que entendem que crianças que nascem em uma era digital amadurecem (forçosamente) mais cedo por consequência – entre outros fatores – do volume de informação e impactos de mídias disponíveis. Por entenderem que há apenas um mundo interconectado (não há dois mundos – o físico e o digital), estão sendo muito mais impactadas por conteúdos ditos como “adultos” do que nossas mentes tendem a projetar e nós, nascidos em outras eras, por vezes demoramos a nos dar conta disso. Ou infelizmente quando damos, já é tarde demais.

Os jovens hoje assistem muita pornografia – inclusive as meninas – antes de terem suas próprias experiências sexuais. Estão usando disso como “as verdadeiras” escolas do sexo, já que os adultos se recusam a falar abertamente, sem neuras nem tampouco tantas proibições a respeito disso. A consequência disso é muito séria, além de serem muitas – vamos falar bastante sobre isso aqui em nosso ambiente.

Pela falta de pessoas as quais sentem confiança e liberdade para tirarem suas dúvidas mais cabeludas, os jovens também começam a buscar respostas da forma mais natural para eles, como em apps como o Tabu. A necessidade (e curiosidade) deles em compreender o que está por trás do sexo cresce vertiginosamente e tem ido (cada vez mais cedo) muito além de ISTs, gravidez fora de hora, pedofilia.

E então? Quem atinge primeiro as crianças e pré-adolescentes ao seu redor com todas estas tratativas? Você (ou responsáveis legais), a escola ou as mídias? E qual o seu plano para preparar melhor as crianças da geração alpha (nascidos após 2010)? #boracontribuirfs

Educação sexual para a geração Z: quem chega primeiro?

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