Uma máquina vai escolher sua alma gêmea: você está preparado?

O quarto episódio da quarta temporada de Black Mirror, ‘Hang The DJ’, começa com um casal num primeiro encontro mediado por uma inteligência artificial. O sistema no qual estão inseridos os escolheu para viver uma relação determinada por um algoritmo que promete encontrar a alma gêmea.

Embora a ideia de uma inteligência artificial coletando dados e tomando decisões por humanos seja assustadora, este pode ser um futuro não tão distante para plataformas de encontro. O sistema de Black Mirror coleta inúmeras informações dos candidatos, cruza com os dados de outros candidatos, os une para reunir ainda mais dados e, a partir disso  isso, decide quanto tempo aquela relação vai durar. Tudo baseado em dados.

Plataformas de encontro como Tinder, Grindr, Happn e Bumble, por exemplo, atualmente usam geolocalização e o input de SIM ou NÃO para determinar um match.

É uma dinâmica simples e muito eficiente que nos ajuda a começar relacionamentos, mas não abraça questões mais complexas. Somos nós que precisamos descobrir sozinhos quem está do outro lado do match.  

A busca pela alma gêmea com ajuda das plataformas

Mas e se no futuro estas plataformas pudessem acessar nossos dados de saúde, rotina de sono, histórico de músicas, filmes e séries assistidos, lista de compras, preferências sexuais, lugares visitados e uma infinidade de dados disponíveis em aparelhos conectados, para nos ajudar a encontrar alguém compatível? É possível que as chances de um match verdadeiro aumentem.

Você pode pensar que é bem perigoso deixar todos esses dados na mão de empresas. Sim, é muita informação pessoal que não sabemos onde e como será usada. O Grindr, por exemplo, vendia o status de sorologia de seus usuários para outras plataformas, algo completamente ilegal que deixa no ar a dúvida se nossos dados estão sendo tratados corretamente.

Tecnologias que se relacionam entre si

Duas tecnologias atualmente em ascensão podem ser a solução para tudo isso: inteligência artificial e blockchain.

Imagine que um app de encontro pode começar a utilizar blockchain para criptografar os seus dados e mantê-los dentro do seu dispositivo móvel de forma descentralizada. Ou seja, todos os seus dados não está nos servidores da empresa, mas no seu celular, por exemplo. É uma alternativa 100% segura que não passa pelas mãos de intermediários. A inteligência artificial se conecta com o blockchain para analisar todas as informações disponíveis e criar os matchs, assim como em Black Mirror.

Essas duas tecnologias podem solucionar problemas como o medo do uso indevido de dados pessoais por empresas e gerar matchs absurdamente mais personalizados e assertivos, te livrando daquela cilada básica.

Como seria viver neste mundo? Encontraríamos nossas almas gêmeas ou perderíamos as descobertas de quando estamos apaixonados? Construiremos mais bolhas com pouco espaço para o improviso e o inesperado? Estaríamos ditando o futuro da reprodução humana através de dados?

É bastante interessante e assustador, mas essas são tecnologias e possibilidades que já estão disponíveis e logo estarão incorporadas ao nosso dia-a-dia, alterando hábitos e comportamentos sociais, da mesma forma que o Uber, o AirBnb e o Tinder mudaram o jeito como nos relacionamos com pessoas e o mundo ao nosso redor. Você está preparado?

#futurodosexo #somostodosresponsáveis

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Imagem:http://nothingbutgeek.com/

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- Nerd sex-positive, acredita que informação é mais poderosa que tabu.