Orgasmo hi-tech: união entre tecnologia e sexualidade

A união entre tecnologia e sexualidade, ou seja, o orgasmo hi-tech, parece relativamente recente, mas vejam só, o primeiro brinquedo sexual tem 28 mil anos de idade.

De lá pra cá, réplicas de genitais dos mais diversos aspectos e materiais, amuletos, massageadores e o que mais se quiser chamar de brinquedos sexuais vêm sendo reinventados e re-popularizados.

Essa corrida pela renovação do mercado de utilitários que ajudem na satisfação sexual traz à pauta o orgasmo: embora possa ser dispensável, não deixa de ser uma estrela da resposta sexual.

O orgasmo é sinestésico

O orgasmo é sinestésico, vem da combinação de sensações físicas com a cognição, em um banho de hormônios e neurotransmissores.

Ocorre no pico de excitação sexual, com liberação das tensões. E em um dos nossos principais órgãos sexuais: o cérebro.

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No momento do orgasmo, diversas áreas cerebrais são ativadas, que pode ser visto neste vídeo em que uma mulher tem seu cérebro mapeado por ressonância magnética durante o orgasmo.

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Aparelhos para neuromodulação via estímulos elétricos para tratamento de disfunções como as miccionais, evacuatórias, dor crônica e algumas doenças neurológicas por exemplo já existem desde o século passado.

Quando ativados, podem estimular nervos, raízes nervosas – que enviam a informação via medula espinhal até o cérebro. Ou mesmo ativar o cérebro diretamente, quando nele implantados.

Acidente de percurso e gerador de orgasmos 

Alguns anos atrás, um “acidente de percurso” na implantação de um desses aparelhos de neuromodulação na região sacral levou uma paciente a experimentar orgasmos quando o eletrodo era ativado.

E, assim, o orgasmo era deflagrado com o apertar de um botão. Apesar da aparente simplicidade em se obter o prazer com um estímulo que não depende da estimulação genital nem de uma atmosfera envolvente, o implante desse tipo de tecnologia é cirúrgico  e envolve custo considerável e indicações médicas precisas.

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  • sacro
  • nervos sacrais
  • estimulador de nervo sacral implantado

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  • Controle remoto envia sinal ao implante
  • Implante estimula nervos com impulsos elétricos para gerar orgasmo
  • Eletrodos devem ser inseridos cirurgicamente nos nervos corretos da medula espinhal

A tecnologia a favor do orgasmo

Para que se chegue ao orgasmo, pode haver diversos envios de sinal ao cérebro que gerem a ativação necessária. Por exemplo, ele pode ocorrer via estimulação de órgãos da pelve, dos mamilos ou outras áreas do corpo. Existem orgasmos deflagrados pela fantasia, pelo pensamento. São possíveis orgasmos rápidos ou com duração indeterminada (de horas), como no sexo tântrico.

Já foi demonstrado por ressonância magnética funcional  que orgasmos obtidos com a imaginação compartilham semelhanças com áreas cerebrais ativadas com orgasmos obtidos com estimulação sensitiva.

Assim, o estímulo direto de vias nervosas pode ser mais um dos caminhos a essa forma de prazer.

Frente a esses fatos, você já imaginou aonde pode chegar a evolução dos brinquedos sexuais? Um futuro em que a tecnologia permita a muitas pessoas a experimentação de orgasmos através de estímulos neurais dessas vias do orgasmo? O que essa facilidade traria aos indivíduos e às relações humanas? Já pensou nesse cenário?

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Imagens: 

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Sobre o Autor
- Médica Ginecologista e Obstetra formada pela USP, com Especialização em Sexualidade Humana e Nutrologia. Interessada em vida saudável e bem-estar.

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