Pornografia, muito prazer?

O sexo e a sexualidade sempre estiveram e estarão em constantes mudanças e a pornografia não é diferente. Desde as remotas pinturas eróticas nas cavernas, passando pelo século 19, onde era limitada às revistas, chegando pela internet no Brasil na década de 80, o acesso ficou muito facilitado e agora com os celulares e smartphones. Esse acesso ampliou-se ainda mais, tornando a pornografia acessível a diversos consumidores, inclusive as crianças e jovens.

Não temos também como negar os avanços da tecnologia, que se fazem presentes nessa área, como os vídeos pornográficos em realidade virtual (RV), ou usando a tecnologia 3D, realidade aumentada.

De acordo com Maurice Op de Beek, a RV explora na pornografia a realidade virtual adicionando sensação física a uma experiência visual de imersão. Os vídeos são filmados a partir de uma perspectiva de primeira pessoa. “Eles serão codificados para que as imagens vistas na tela correspondam aos movimentos feitos pelos brinquedos”.

Questões positivas e negativas da pornografia

Consideremos as questões positivas e negativas. Positivamente a pornografia age para aqueles que precisam de uma estimulação sexual, ajuda a desconstrução de crenças limitantes, fornece novos elementos nas fantasias para casais apimentarem suas relações.

Mas o uso inadequado da pornografia gera pessoas adictas, prejudicando sua vida social, profissional e afetiva. A pornografia torna-se negativa quando ela é procurada como “aprendizado”, já que a nossa sociedade se recusa a engajar uma Educação Sexual de forma clara, transparente e atendendo as necessidades e curiosidades dos jovens.

Pornografia não se destina a educar pessoas sobre sexo, mas infelizmente é a maneira mais fácil e que muitos jovens a utilizam como ferramenta de “aprendizado”. Como conseqüência cria-se expectativas irreais e experiências frustrantes, pois os mesmos ainda não têm essa análise crítica.

De acordo com Dr. ChauntelleTibbals, sociólogo e estudioso de comportamentos sexuais e pornografia, “a vergonha sexual e a educação sexual pobre ou ausente, que estão ligados por si mesmos, são duas chaves para doenças sociais mais amplas relacionadas á mídia pornográfica e erótica”. Talvez isso possa justificar porque países como a China, com uma cultura sexual relativamente conservadora exista um  grande aumento de busca para essa RV.

Problema como baixa autoestima, busca incessante de um parceiro (a) perfeito (a), depressão, disfunções sexuais e viciados em pornografia são preocupações decorrentes desse novo e acelerado caminho do futuro da pornografia.
Esses “artifícios” nos tiram da realidade somática. Nossos corpos vão se distanciando cada vez mais de nós mesmos. Assim como a mente afeta nosso corpo, o nosso corpo também afeta nossa mente. Vamos cada vez mais ignorando a importância do contato físico, do carinho, do afeto, transformando a pornografia em uma “competidora” da nossa maior e mais poderosa energia: a energia sexual.

Estaríamos fadados em um futuro próximo a nos contentar com tantos despertadores de emoções virtuais apenas ou em grande parte de nossa vida sexual? Acredito que não. O que fazer então para nos reconectarmos com a nossa essência e a de noss@ parceir@, sem deixar de usufruir do avanço destas tecnologias? Qual é a sua opinião?

#boracontribuirfs #futurodosexo

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Imagem: visualhunt.com

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