Hoje: já sabe o sexo? No futuro: pouco importa para a geração Alpha…

Atitudes corriqueiras como perguntar o sexo do bebê para um casal “grávido” podem sumir daqui a alguns anos quando nomenclaturas como “hetero e homo” perderão o significado para as próximas gerações, como para a geração Alpha.

O que trago é uma reflexão para que nós – pais ou futuros – fiquemos atentos e não julguemos o que vem por aí. Porque não se trata de uma geração indecisa sobre sua sexualidade, mas de uma geração aberta às experiências. A geração Alpha não se preocupa em querer se encaixar em nenhuma das opções determinadas por uma sociedade preocupada com nomenclaturas.

Eu, particularmente, sempre me incomodei com esse tipo de imposição. Quando vi esse novo relatório da agência de previsão de tendências J. Walter Thompson Innovation Group, divulgado recentemente quis compartilhar com vocês, para que junto possamos criar uma nova consciência e entendermos o que vem por aí!

Segundo essa nova pesquisa realizada entre jovens norte-americanos de 13 à 20 anos de idade (também conhecida como “Geração Z”) descobriu-se que eles são muito mais abertos e permissivos do que seus sua geração anterior ( Milenium) quando se trata de questões de gênero e sexualidade. Já que apenas 48% dos Geração Z se identificam como exclusivamente heterossexuais, em comparação com 65% dos Milenium com idade entre 21 e 34 anos.

Na pesquisa, em uma escala de zero a seis, onde zero significa “completamente heteros” e seis significa “completamente homossexuais”, mais de um terço dos jovens escolheu um número entre um e cinco, indicando que eles eram bissexuais até certo ponto. Sendo que apenas 24%  da geração anterior identificaram-se desta forma.

Olha que curioso, 56% por cento dos jovens de 13 à 20 anos disseram que conheciam alguém que seguia pronomes neutros em termos de gênero, e em comparação com 43% das pessoas entre 28 e 34 anos. Mais de um terço dos entrevistados da Geração Z também concordaram que o gênero não define uma pessoa tanto quanto costumava. Este número caiu para 23% entre os Millenium com 28 anos ou mais.

Discussão saiu do armário

Algumas discussões podem parecer bobas mas demonstram muito, por exemplo, essa Geração Z também rejeita o binário de gênero ao comprar, apenas 44% disseram que sempre compraram roupas projetadas para seu próprio gênero contra 54% dos Millenium. Mas eles também sentiram fortemente que os espaços públicos deveriam fornecer acesso a banheirosneutros em termos de gênero, com 70%da Geração Z em apoio ao movimento, em comparação com 57% dos 21-34 anos de idade.

É mais fácil ir contra as narrativas tradicionais quando você não é o único a fazê-lo, quando tem comunidade e suporte e quando tem acesso à informação que pode ajudá-lo a contextualizar sua vida. Por isso, precisamos ficar atentos às tendências. Mas devemos principalmente focar no “ouvir”, isto é, no que dizem nossos filhos e as gerações que estão se formando, só assim conseguiremos criar uma consciência que irá ajudá-los na orientação que importa para quaisquer pais: de serem indivíduos felizes e independentes.

Geração Alpha: exercício para o futuro

Se o sexo do bebê já não será algo que interessará em poucos anos para algumas gerações, como tudo indica que acontecerá quando a geração Alpha começar a se tornar pai e mãe, como será que ficarão algumas convenções sociais? Imaginem a celebração de um casamento – sem vestido de noiva? Todos em trajes “neutros”? Quais outras convenções sociais você imagina que serão impactadas?

Será que veremos o setor milionário da pornografia mundo afora, que é  quase que totalmente voltado para um público masculino, se transformando em ambientes “neutros”? E o reflexo disso tudo em nossas relações?

O que mais você acredita que poderia ser afetado e que talvez choque hoje com a nossa sociedade mas que em poucos anos será tratado com naturalidade?

#boracontribuirfs #futurodosexo

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Sobre o Autor
- Empresária, Jornalista e Consultora em Comunicação para PMEs